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composições: origem n.1

compositions: origin n.1

o projeto de composições: origem n.1 começa com uma fotografia analógica.

fotografia aparentemente banal, de dois mictórios numa parede pintada para fazer parecer que quem utilizar esse mictórios está urinando numa árvore ou em um hidrante, como um animal.

origem n.1 acontece como desdobramento do projeto “Variações em Ruído e Espaço (2016)”, onde imagens do arquivo do artista passavam por um processo de vai e vem entre midias analogicas e digitais, resultando em obras finais impressas por teares

(teares são dos primeiros sistemas binários 0’s e 1’s).

Aqui, essa experimentação de mídias continua e continuo puxando a corda dos processos num movimento de transposição, trazendo informação digital para o mundo físico e fazendo pessoas interpretarem essa linguagem digital -feita por humanos para computadores- de maneira analógica e subjetiva. um dos resultados disso pode ser visto no vídeo, onde músicos e não-músicos interpretam as partituras “gráficas-digitais” obtidas, primeiramente, da fotografia inicial.

outro objetivo é fazer performances ao vivo dos instrumentos e que pessoas, treinadas musicalmente ou não, interpretem as partituras.

voltando ao início, a escolha da imagem dos mictórios não é aleatória. além desse sentido ácido, de comparação/reflexão do homem a um animal “menos racional”, ela obviamente remete ao mictório de Duchamp, numa dupla tentativa de homenagear e continuar a pergunta: onde se começa e qual o limite?



the project compositions: origin n.1 starts with an analog photography.

seemingly banal photograph of two urinals on a wall painted to make it appear that whoever uses these urinals is urinating on a tree or a fire hydrant, like an animal.

origin n.1 takes place as an offshoot of the project “Variações em Ruído e Espaço (2016)”, where images from the artist’s archive went through a back-and-forth process between analog and digital media, resulting in final works printed by looms.

(looms are from the first binary 0’s and 1’s systems).

Here, this experimentation of media continues and I continue pulling the string of processes in a transposition movement, bringing digital information to the physical world and making people interpret this digital language -made by humans for computers- in an analogical and subjective way. one of the results of this can be seen in the video, where musicians and non-musicians interpret the “graphic-digital” scores obtained, firstly, from the initial photograph.

another objective is to make live performances of the instruments and for people, musically trained or not, to interpret the scores.

going back to the beginning, the choice of urinals image is not random. in addition to this acidic sense of comparison/reflection between man and a “less rational” animal, it obviously refers to Duchamp's urinal, in a double attempt to honor and continue the question: where does one begin and what is the limit?

2021